Atores: não se esqueçam que no fundo é tudo uma brincadeira. Uma brincadeira séria, mas uma brincadeira mesmo assim. E que todas as técnicas que aprendemos na faculdade e nos outros processos todos são apenas ferramentas que nos conduzem a um resultado. Se não conseguirmos alcançar com uma das técnicas, tentemos uma outra e depois outra e outra mais. É um jogo de tentativas e erros. Muitos erros. E um ou outro acerto - até porque qualquer jogo fica chato se a gente só perde. Mas estejamos abertos, disponíveis de verdade. E livres, mesmo presos a uma forma. Sejamos livres dentro da forma/fôrma. A brincadeira é essa: como abordar o tema, o texto, a fala, o gesto - como tornar tudo isso carne. É trabalho. Trabalho mesmo, quase como outro qualquer. A gente às vezes se esquece disso. E acabamos ficando super burocráticos em nossos processos. Não vale a pena perder a alegria de simplesmente estar fazendo. No final das contas, é tudo bem mais simples do que a gente pensa.
