Aqui vão meus palpites para o OSCAR 2011. Estes seriam os premiados se eu fosse toda a Academia. Nem acho que alguns desses ganharão, mas são os meus prediletos.
Melhor Trilha Sonora - "127 Horas"
Melhor Montagem - "A Rede Social"
Melhor Fotografia - "Cisne Negro"
Melhor Direção de Arte - "O Discurso do Rei"
Melhor Roteiro Adaptado - "A Rede Social"
Melhor Roteiro Original - "O Discurso do Rei"
Melhor Atriz Coadjuvante - a queridinha da Academia Amy Adams, por "O Vencedor". Mas não dá pra ignorar a pirralha Hailee Steinfiled, de "Bravura Indômita", que é a protagonista do filme mas só coube na lista dos indicados na categoria coadjuvante.
Melhor Ator Coadjuvante - o inspirado Geoffrey Rush, por "O Discurso do Rei" (corretíssimo) E o espantoso Christian Bale, por "O Vencedor" (ele come o protagonista newkidontheblock com farinha - rouba todas as cenas pra ele).
Melhor Atriz - Natalie Portman, por "Cisne Negro" (apesar de achar o trabalho da Annette Bening genial em "Meu pai e minhas mães": é uma das melhores atrizes atuantes e que ainda não ganhou o prêmio, sendo que já foi indicada três outras vezes. É econômica e parece que não faz esforço nenhum - isso é lindo de ver no cinema).
Melhor Ator - Colin Firth, por "O Discurso do Rei" (ta muito bem, mas essa é talvez a categoria mais forte do prêmio: Jeff Bridges está maravilhoso em "Bravura Indômita"; Javier Bardem é sempre uma aula e James Franco também está incrível. Mas gosto muito do inglês Firth - seu estilo, suas escolhas, seu humor).
Melhor Diretor - Darren Aronovsky, por "Cisne Negro" E David Fincher, por "A Rede Social". Difícil aqui também: um fez um filme mais classudo, mais visceral e com o elenco inteiro muitíssimo bem (apesar de escorregar em clichês cinematográficos a cada 10 minutos) e já o outro fez um trabalho corretíssimo e que mantém excelente ritmo durante toda a projeção (mas que não oferece muita novidade).
Melhor Filme - "Cisne Negro". Fazia tempo que o cinema não me pegava tanto. Quando eu achava que o filme às vezes era meio infantil, meio uma bobagem tremenda, na cena seguinte já mudava de opinião e achava tudo maravilhoso e mágico. Angústia pura. Claustrofóbico. A música sobe e sobe e sobe! É trash, é artístico, é cheio de soluções baratas, mas cria um clima muito tenso: saí do cinema atordoado. Já "O Discurso do Rei" deve ganhar: é super corretinho, caretinha, sem grandes reviravoltas, sem muitas surpresas ou tentativas de uma busca estética diferenciada. Super funciona. Dá soninho, mas funciona.
Gosto bastante de "Bravura Indômita", dos Coen e de "127 Horas", de Danny Boyle. Já "Inverno da Alma", de Debra Granick, é o representante independente na disputa e é um bom filme. Não vi "Toy Story 3". "O Vencedor" é ótimo (usa os estereótipos, imprescindíveis na arte em geral, a seu favor).

